Hipermetropia infantil: Como funcionam os olhos destas crianças?

Hipermetropia infantil: Como funcionam os olhos destas crianças?

A hipermetropia infantil é uma realidade que pode ser facilmente diagnosticada e tratada, ainda assim casos alarmantes existem em Portugal.

Mesmo com diversas campanhas e partilha de informações por parte da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia e diversos especialistas, a hipermetropia em crianças continua a ser um dos maiores desafios da atualidade, graças ao desconhecimento dos seus perigos e, de que forma a família pode ter um papel decisivo no seu diagnóstico e tratamento.

A visão é vital nos primeiros anos de vida dos seus filhos. É ela que estimula a comunicação e os auxilia nos primeiros movimentos, intervindo fortemente no seu desenvolvimento e independência. 

Ao olhar pela visão dos mais pequenos está a zelar por uma melhor qualidade de vida, autoestima e, sobretudo, pelas perspetivas de futuro da criança. 

Enquanto profissionais da Clinsborges, temos consciência da importância dessa meta a que nos comprometemos diariamente.

Como tal, vamos continuar a alertar e tranquilizar pais e educadores para os principais sintomas da hipermetropia infantil e, como agir perante os mesmos. 

Vamos começar?

O que é hipermetropia infantil?

O desconhecimento desta condição ainda é uma batalha, mas o sistema visual do seu filho não está completamente desenvolvido por volta dos 4 anos de idade. Muito pelo contrário, será aperfeiçoado até aos 10 anos!

Nesta fase, muitas peripécias e doenças podem comprometer seriamente o seu desenvolvimento visual.

Quando não são tratadas prontamente, podem resultar em défices visuais que não serão corrigidos pela perda da janela de desenvolvimento global infantil. 

A hipermetropia, enquanto erro refrativo, origina sérias dificuldades para o olho focar os raios de luz. 

Num olho normal, os raios refratam-se uniformemente sobre uma pequena área da retina para criar imagens nítidas. Já num olho com hipermetropia, os raios de luz entram no olho concentrando-se atrás da retina, em vez de diretamente nela.

Uma criança que sofra de hipermetropia ocular está em constante esforço visual para ver com nitidez, sentindo deste modo mais dificuldade na visão ao perto do que na visão ao longe.

Se o seu filho convive com esta realidade, é fundamental que perceba que a luz se concentra atrás da retina por uma das três razões:

O globo ocular dos seus filhos é muito curto, a córnea não é suficientemente curva, ou então, o cristalino não é suficientemente espesso. Por estes motivos a criança será sempre incapaz de ver melhor o que estiver ao longe e ao perto.

Desta anomalia visual há ilações importantes a absorver: a infância é o período mais crítico e que requer um maior alerta por parte dos pais, por serem os protetores mais próximos da criança. 

Se estiver munido de todas as informações que dizem respeito à hipermetropia infantil será capaz de detetar qualquer problema visual e, agir atempadamente em conformidade. 

E, é precisamente por sabermos que os pais não são nem têm de ser especialistas em saúde visual e, que a saúde visual dos seus filhos os inquieta profundamente, vimos esclarecê-los quanto aos principais sintomas da hipermetropia infantil.

Vejamos atentamente os sinais e sintomas que a evidenciam:

  • A criança esfrega frequentemente os olhos e lacrimeja;
  • A luz gera desconforto visual o que a leva a preferir brincar ao ar livre, para não ter a necessidade de focar os objetos;
  • Tropeça com mais facilidade;
  • Revela dificuldade em reconhecer imagens;
  • Franze muito os olhos na presença da luz;
  • Converge excessivamente os olhos;
  • Dores de cabeça frequentes

Quais são as potenciais causas da hipermetropia infantil?

A maioria dos casos de hipermetropia infantil estão associados a fatores genéticos. Quando existem fortes suspeitas de história familiar de hipermetropia e estrabismo convergente, o exame oftalmológico deve ser ainda mais precoce, de preferência antes dos 2 anos de idade!

Quanto mais cedo for detetada maior será a garantia de recuperação visual. No entanto, a hipermetropia pode ainda interferir nas suas vidas sem histórico familiar, não fosse este o desvio de refração mais comum nesta fase etária.

Se no início a hipermetropia consegue passar despercebida, assim que as oscilações começam a surgir, a criança pode começar a manifestar irritabilidade, ardência nos olhos em conjunto com os sintomas já referenciados. 

O primeiro sinal de alerta poderá ser a alteração de comportamento!

Como vê, na origem da hipermetropia infantil está implicada a herança genética, todavia não se descura a possibilidade de existirem outros fatores.

No entanto, nem todo o cenário é pessimista! Em vários casos, o grau da hipermetropia nas crianças vai diminuindo à medida que o olho cresce e, a grande prova disso, é que algumas deixam mesmo de necessitar usar óculos já na adolescência ou na idade adulta.

Existe sim esperança no futuro destas crianças. Conheça mais detalhadamente como no próximo tópico!

Quais são os tratamentos da hipermetropia infantil?

Assim que diagnosticada, pode ser facilmente corrigida com o recurso aos óculos ou com lentes corretivas, caso seja detetada essa necessidade. 

Após completar os 20 anos e, dependendo sempre do caso e da estabilidade do erro refrativo, o seu filho poderá ser submetido a cirurgia refrativa lasik.

A preocupação com a saúde ocular deve ser estimulada desde cedo e incorporada à rotina de cuidados gerais com a saúde. 

Nunca é demais referir que esta geração já nasce conectada e demasiado exposta aos aparelhos digitais, logo mais vulnerável a problemas oculares!

Assegure-se que o seu filho tem um acompanhamento oftalmológico diferenciador e, que qualquer alteração visual não interfere no seu desenvolvimento saudável. 

Com a ajuda da Clinsborges, a sua clínica oftalmológica, pode fazer a diferença na vida destas crianças!

Consulte-nos regularmente e confie em nós. Os seus olhos vão agradecer!

Marque já uma consulta de oftalmologia, através dos contactos disponibilizados.