Glaucoma – Descubra como o diagnóstico precoce pode prevenir a perda de visão

Glaucoma – Descubra como o diagnóstico precoce pode prevenir a perda de visão

O glaucoma é uma doença ocular grave e irreversível, que quando não tratada corretamente, pode causar a cegueira total. De salientar, que está entre as doenças que mais causam cegueira em todo o mundo.

Esta doença está relacionada com a pressão interna do olho, e age de forma silenciosa no indivíduo, que infelizmente não consegue perceber os seus sinais nos vários estadios iniciais. Por isso, é importante lembrar que a forma mais eficiente de diagnosticar e tratar adequadamente o glaucoma é através de exames de oftalmológicos de rotina.

 

A ação silenciosa do glaucoma

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma ocupa atualmente a 2º posição no ranking de doenças que mais causam cegueira em todo o mundo. Ao todo, são mais de 64 milhões de pessoas em todo o mundo que possuem esta doença. Desses, 150 a 200 mil são portugueses. Além disso, todas as faixas etárias podem ser afetadas.

De um modo geral, o glaucoma relaciona-se com o aumento da pressão intraocular. Isso, por sua vez, acaba alterando todo o fluxo sanguíneo no órgão, e também prejudicando o nervo óptico. Assim, com o passar do tempo, a doença vai avançando, até poder causar a cegueira total.

Neste sentido, o ponto mais negativo do glaucoma é que, em muitos casos, esta é uma doença silenciosa, que acaba não gerando sintomas claros para o indivíduo. Deste modo, muitas pessoas que a possuem, não conseguem perceber, até que os efeitos da perda da visão comecem a surgir.

Uma amostra disso, por exemplo, nos Estados Unidos, onde o glaucoma afeta mais de 3 milhões de pessoas, somente 50% sabe que é portador. Assim, a outra metade vive sem ter um diagnóstico, e pouco a pouco a doença vai progredindo.

Outra questão também indispensável a se considerar é que o glaucoma ainda não possui cura. No entanto, conta com tratamentos eficientes, que conseguem controlar melhor a doença, retardando a sua progressão. Mas, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as probabilidades de se conseguir controlar a doença com sucesso.

 

Como o diagnóstico precoce pode prevenir a perda de visão?

Como mencionado, o glaucoma afeta a grande maioria das pessoas de uma forma assintomática. Por isso, o paciente não consegue perceber o avanço da doença até que ela realmente já esteja afetando alguns pontos da sua visão. Neste caso, ela já estará numa fase mais avançada, dificultando um controle eficiente.

Além do mais, o glaucoma consegue causar pontos de cegueira permanente nos olhos, prejudicando o campo de visão do indivíduo afetado. Assim, a solução mais eficiente para evitar este problema é através de exames de rotina com um médico oftalmologista.

O médico oftalmologista irá executar um exame completo do olho, e avaliar diversos pontos relacionados com a doença, tal como a medição da pressão ocular. Além do mais, ele também avaliará o nervo óptico, o ângulo de drenagem e ainda o campo visual.

Logo, trata-se de uma avaliação não invasiva, e que conseguirá gerar resultados eficientes que contribuem para o diagnóstico precoce da doença. Afinal, apenas através da observação desses pontos é que será possível diagnosticar o glaucoma antes que ele comece a causar defeitos graves na visão.

No entanto, outro ponto a destacar são as consultas regulares em relação a essas avaliações. Assim, o oftalmologista conseguirá observar também alterações no decorrer dos exames, identificar a doença logo nos seus primeiros sinais e avaliar a sua progressão.

Então, diagnosticada a doença, o médico poderá optar pelos tratamentos existentes, que vão desde o uso de medicamentos (não invasivos), como colírios e tratamento oral, até uma intervenção cirúrgica, mais invasiva. Neste sentido, a escolha dos tratamentos parte também da fase em que o glaucoma se encontra.

 

Quais são os grupos de risco do glaucoma?

De um modo geral, o glaucoma pode acometer qualquer pessoa, em qualquer faixa etária, inclusive crianças. No entanto, há sim alguns grupos que acabam entrando no chamado grupo de risco desta doença, que possuem probabilidades maiores de a desenvolver. Assim, os fatores genéticos são um ponto importante a se considerar, bem como também a idade e alguns hábitos diários. Vejamos:

  • Pessoas com mais de 50 anos de idade;
  • Diabéticos;
  • Afrodescendentes (raça negra);
  • Fumadores
  • Quem já possui casos dessa doença no seio familiar, ou de outra doença ocular, nomeadamente miopia ou retinopatia diabética;
  • Pessoas que fazem o uso de corticosteróides;
  • Após algum traumatismo ou lesão ocular.

Assim sendo, estes são os grupos que possuem maior probabilidade de desenvolverem glaucoma. No entanto, isto não significa que os indivíduos que não pertencem a estes grupos estejam livres da doença. Por isso, o diagnóstico precoce, realizado através de exames oftalmológicos de rotina, continuam a ser uma arma importante para evitar maiores complicações e danos irreversíveis!

Assim, convidamos a marcar já uma consulta de oftalmologia, através dos contactos disponibilizados.