Oftalmologia Pediátrica: sinais, sintomas e o que fazer

Oftalmologia Pediátrica: sinais, sintomas e o que fazer

Sabia que 80% da informação é obtida através da visão?

Neste artigo, vamos descortinar os conceitos técnicos e complexos da área da Oftalmologia Pediátrica.

Iremos responder a muitas das questões que recebemos sobre os sintomas das principais alterações oculares, o papel do diagnóstico na visão da criança e, os tratamentos que disponibilizamos.

É inegável: a visão é o sentido que requer maior aprendizagem e, por isso, uma vigilância constante ao longo da nossa vida.

O desenvolvimento da visão ocorre numa longa jornada, que percorre a gravidez até aos 10 primeiros anos de vida.

 

O que é Oftalmologia Pediátrica?

Esta subespecialidade pertence à área da Oftalmologia, dedica-se ao diagnóstico e tratamento de doenças oculares na criança e adolescente.

Como conseguimos prevenir doenças oculares irreversíveis através do diagnóstico oftalmológico?

De certeza que já ouviu falar de plasticidade do cérebro. Entenda o que é!

Plasticidade do cérebro é o período de sensibilidade do córtex visual cerebral, aos estímulos visuais exteriores, no qual ocorre o desenvolvimento das funções visuais.

Neste período é fundamental que o estímulo visual seja o mais perfeito possível, de forma a ocorrer um desenvolvimento visual normal.

A imaturidade do sistema visual significa que os olhos, as vias óticas e o córtex visual ainda não tiveram experiência visual suficiente para conseguirem reunir uma informação visual completa.

Este estímulo permite que aos 2 anos o seu bebé já seja capaz de fixar, ter uma visão em profundidade e, articular os olhos de forma conjugada.

O progresso no olho até esta fase verificou-se pelas experiências visuais.

Findo o período crítico – o período de desenvolvimento (normalmente até aos 4-6 anos de idade), não é possível nem expectável verificarmos melhorias na visão da criança, mesmo que as alterações oculares sejam corrigidas.

 

Quer uma boa notícia?

O diagnóstico precoce impede que défices visuais evoluam para doenças irreversíveis!

Desde cedo, os pais são alertados para fatores que podem prejudicar a visão do bebé, como podem evitar acidentes relacionados às luzes e, cuidados a seguir.

Recebemos muitas preocupações e dúvidas de pais, que nos perguntam quando devem levar os filhos à primeira consulta oftalmológica pediátrica.

Na clínica já verificamos, alguns casos, em que as crianças não sentem desconforto nem reconhecem os primeiros sinais de eventuais défices visuais. Por isso é crucial a vigilância pelos pais.

Um outro facto verificado por especialistas da área da oftalmologia pediátrica e, na nossa clínica de oftalmologia, é a alta probabilidade de alterações oculares passarem despercebidas, se o problema incidir num dos olhos.

 

O que podem esperar da consulta de oftalmologia pediátrica?

Na consulta de oftalmologia pediátrica vamos realizar a primeira avaliação oftalmológica.

Pais: confiem e tranquilizem-se!

É nesta consulta, que vamos fazer o rastreio de possíveis erros refrativos e de eventuais doenças oftalmológicas genéticas, entre outras alterações oculares locais, que futuramente poderiam comprometer o funcionamento do sistema visual, como um todo.

 

Com que frequência os meus filhos devem ser examinados?

Pretendemos, com este artigo, melhorar a confiança dos pais quanto à saúde dos mais pequenos.

O que deve então fazer? Identificar e vigiar sinais de alerta!

Para ser capaz de vigiar, é necessário existir um acompanhamento especializado em oftalmológica pediátrica.

Conheça o que consideramos ser a frequência ideal para este acompanhamento:

No primeiro ano de vida, detetamos possíveis alterações na forma ou nos movimentos oculares;

  • Aos 2 meses: fixação e perseguição de rostos, luz e objetos são avaliadas;
  • Aos 6 meses: o alinhamento e movimentos oculares são analisados. A reação à oclusão determina se os dois olhos respondem da mesma forma à oclusão monocular;
  • 1 a 6 anos: é recomendado que o acompanhamento seja já feito por um médico oftalmologista.

 

A nossa clínica conta com um corpo clínico constituído por especialistas de variados ramos que atuam nas consultas de oftalmologia pediátrica.

A frequência de futuros exames oftalmológicos será determinada na consulta oftalmológica inicial e seguintes.

Se não identificarmos doenças oftalmológicas, os pais devem garantir que a consulta seja realizada de 2 em 2 anos.

O que é uma urgência de oftalmologia pediátrica?

Urgência exige que a criança seja consultada logo que possível e seja vigiada com maior frequência. Estes tipos de casos podem enquadrar-se nas seguintes condições: ser prematura, ter antecedentes genéticos ou a nível do metabolismo; doenças reumatológicas (articulações, ossos, músculos, tendões), alterações no cérebro ou dismorfias faciais.

Como identifico os primeiros sinais ou sintomas nos meus filhos? Confira já os sinais de alerta!

 

Oftalmológica pediátrica – quais os sinais e sintomas?

Com 6 anos, o seu filho apercebe-se que não vê bem ao longe ou não consegue ler, contudo pode já ser tarde para o médico intervir.

Para evitar isto, perceba os sinais:

  • Inferior a 1 ano: não segue o rosto da mãe ou biberão e, tapa ou desvia os olhos quando a luz é intensa;
  • Superior a 2 anos: inclina a cabeça para fixar objetos e lacrimeja muitas vezes;
  • 4 anos: não consegue distinguir cores e as dores de cabeça são frequentes.

 

É relevante acrescentar que poucas clínicas dispõem de um aparelho inovador como o Photoscreener (Plusoptix)!

Este aparelho é imprescindível para determinar a refração objetiva da criança, a partir de 1 ano de idade.

A partir de uma fotografia, conseguimos efetuar o rastreio de fatores ambliogénicos com mais fiabilidade.

Este instrumento tem por isso um valor acrescido, uma vez que permite tratar precocemente crianças, que no futuro teriam irremediavelmente perda da sua acuidade visual.

A miopia é um erro refrativo com grande incidência na criança, mas não é o único!

É fundamental ser capaz de distinguir cada erro refrativo!

A criança míope vê mal ao longe, mas bem ao perto. O olho é demasiado longo ou a córnea muito curva e a imagem forma-se à frente da retina.

A criança hipermétrope vê mal ao longo e sobretudo ao perto. Isto deve-se ao facto dos olhos serem mais curtos do que o normal ou, as córneas serem muito planas.

Por seu lado, o olho com astigmatismo caracteriza-se pela irregularidade da curvatura da córnea, que fica mais ovalada.

Desta forma, as imagens não se focam todas no mesmo plano de retina e, como efeito, resultam numa imagem distorcida, de objetos próximos ou distantes.

 

Oftalmologia pediátrica o que fazer?

Em suma, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia foi a entidade responsável pelo crescimento e dinamização da área de Oftalmologia Pediátrica em Portugal e, para que a visão se afirme como um dos focos centrais da medicina.

Se já está a ponderar ir a uma consulta de oftalmologia pediátrica, a Clinsborges é um centro especializado no tratamento de doenças oculares onde o poderá fazer!

Uma das preocupações da nossa clínica é preservar a visão das crianças, estando assim num lugar de destaque, pela oferta de consultas e tratamentos de oftalmologia pediátrica.

 

Se estiver interessado, marque já uma consulta de oftalmologia pediátrica através dos contactos.