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Diabetes

A Retinopatia Diabética é uma complicação da Diabetes, muito ligada a valores elevados da glicemia e suas oscilações. Nesta patologia há alterações vasculares que também afetam os vasos retinianos e, dependendo da sua gravidade, podem levar a uma diminuição da acuidade visual ou mesmo à cegueira. Na prática, as alterações são irreversíveis e acumulam-se levando, com o decorrer dos anos, a uma percentagem significativa dos doentes diabéticos com algum grau de retinopatia.

A descoberta da Insulina em 1921 diminuiu consideravelmente a taxa de mortalidade devida à Diabetes. Contudo, com o aumento da sobrevida do doente diabético, aumentaram também as complicações e entre elas a Retinopatia Diabética.

À medida que a retinopatia diabética progride podem aparecer lesões de dois tipos. Numa delas há um edema da mácula (local da retina onde se produz a visão máxima) que leva a uma baixa da acuidade visual. Na outra há o aparecimento de vasos sanguíneos anormais que podem sangrar ou levar a alterações da estrutura que podem ir até ao descolamento da retina.

O papel do oftalmologista é crucial na avaliação e controlo da retina e dos seus vasos porque as alterações detetadas nos vasos da retina (únicos no organismo a poderem ser visualizados) são cruciais para servirem de referência para o que se passa nos vasos de outros orgãos, tais como o rim, o coração ou o cérebro.

Todos os diabéticos devem submeter-se anualmente a um controlo oftalmológico. Nestes controlos deve proceder-se regularmente à dilatação da pupila para observação adequada do fundo ocular através da Oftalmoscopia direta e indireta. Pode também ser necessária a realização de Retinografia, OCT e/ou Angiografia Fluoresceínica para evidenciar alterações pouco aparentes na observação do fundo ocular.

O tratamento da Diabetes é multidisciplinar envolvendo o médico de família, o internista, o endocrinologista e o oftalmologista. É absolutamente fundamental efetuar o controlo adequado da glicemia para prevenir as alterações circulatórias e vasculares.

O tratamento ocular está indicado quando surgem alterações tais como microaneurismas, hemorragias retinianas, exsudados ou edema macular. Pretende-se em primeiro lugar reduzir os fatores que levam ao aparecimento de edema da mácula ou de vasos sanguíneos anormais.

Para tal podem usar-se injeções intra-oculares (de corticóides ou de anti-angiogénicos), de efeito rápido mas geralmente de curta duração. Pode também usar-se a fotocoagulação da retina (com laser), com efeito mais lento mas duração prolongada. Nos casos mais graves, com neovasos, hemorragia do vítreo ou descolamento da retina, pode ser necessário o recurso à cirurgia (vitrectomia).

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